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Parashat Vayicrá


Parashat Vayicrá – Lv 1.1-6.7

E Ele chamou. HaShem chamou Moshê para o Mishcan e lhe deu instruções para passar para os benei Israel sobre as ofertas. São as ofertas: corban olá – oferta de elevação, queimada completamente, sendo boi, carneiro ou cabrito, todos sem defeito, ou rolas ou pombinhos. Corban minchá – oferenda de refeição, feita por pessoas com poucos recursos. Corban shelamim – oferenda de paz, parcialmente queimada e a outra parte dividida entre ofertante e cohanim. Havia ainda as oferendas por chatat – pecado e por asham – culpa.

Uma boa parte desta parashat explica a oferta a ser feita em caso de pecado por ignorância, seja do sacerdote, de toda a congregação, de um príncipe, ou qualquer pessoa do povo. Pois o pecado é coisa séria e precisa ser tratado com seriedade. Uma pessoa que pertence ao Eterno nunca deveria cometer pecado conscientemente, mas se ocorreu um pecado por ignorância, esse precisa ser tratado devidamente. Ao tomar conhecimento do erro, a pessoa deveria levar um animal, pôr as mãos sobre sua cabeça, e depois esse animal seria morto e totalmente queimado. O pecado é algo grave, seu salário é a morte, como bem ressaltou rav Shaul em Romanos 6.23. O derramamento de sangue é necessário para sua absolvição.

Em seguida a parashat traz a questão dos pecados por omissão. Ao ser testemunha de um fato, por exemplo, não o revelar. Algo sério é a negligência. Yacov diz em sua carta: Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando. (Tg 4.17) O culpado deveria confessar aquilo em que pecou (Lv 5.5) e então era feito o sacrifício. Algo muito importante é a confissão de pecados, quando os pecados são confessados as brechas são fechadas e a pessoa pode receber uma cura tão esperada: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados...” (Tg 5.16) O perdão curador da alma é derramado: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (I Jo 1.9) O arrependimento pelo pecado se expressa na confissão sincera.

A parashat ainda relata sobre o pecado de ficar com algo que não é seu, seja negando o penhor, ou o roubo, ou a extorsão, ou mesmo negar que achou algo perdido. Nesse caso, além da oferta pelo pecado, deveria devolver o que ficou consigo indevidamente e ainda acrescentar uma quinta parte.

Faz-se necessário nos colocarmos diante de HaShem pedindo que derrame luz nas nossas trevas (Sl 18.28), que Ele nos mostre se estamos pecando por ignorância, ou negligência, ou estamos com algo que não nos pertence. Ele o fará, vai nos mostrar através da ação do Ruach, algo que alguém vai nos falar, ou vamos ler, uma conversa que vamos ouvir. E que, ao ouvirmos a Sua voz, não endureçamos o nosso coração. (Hb 3.15)

HaShem é D-us de justiça e ordem, e isso podemos perceber muito claramente em toda a Torá. Nada deve passar despercebido, nada é pequeno demais, e “Não há nada encoberto que não venha a ser revelado, e oculto que não venha a ser conhecido. Porque tudo o que dissestes às escuras será ouvido em plena luz...” (Lc 12.3) O Eterno nos dá a oportunidade de teshuvah (retorno), de arrependimento e confissão. Isso é bondade e misericórdia. O próprio Filho de D-us tornou-se o corban para propiciação pelos nossos pecados. Que aproveitemos o dia de hoje para uma auto-análise diante da santidade de HaShem, e possamos ser limpos pelo sangue do Cordeiro. Pessach se aproxima, tempo de tirar o châmetz (fermento) de nossas casas e de nossa vida. Tempo de redenção.

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