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Parashat Shelach


Parashat Shelach Nm 13.1 – 15.41

Shelach – envia para ti. Esta parashat fala dos doze espias enviados a Canaã, e seu relatório no retorno. Dez deles desencorajam o povo, enquanto Iehoshúa e Caleb creem que obteriam vitória na força do Eterno. O povo se atemoriza e murmura, querendo voltar ao Egito. HaShem decide exterminar o povo, e Moshê intercede pelos benei Israel. HaShem os perdoa, mas todos os murmuradores de vinte anos para cima deverão morrer no deserto. Apenas a próxima geração entrará em Canaã. Alguns decidem ir para Canaã sem a direção do Eterno, e são derrotados. O Eterno estabelece leis para ofertas, e sacrifícios por pecados de ignorância. Um homem foi morto por profanar o shabat. E o tsitsit é estabelecido.

O caminho de D-us é perfeito. Seus propósitos são de abençoar e fazer prosperar. Acontece que nossa incredulidade e reclamação podem atrasar ou cancelar bênçãos planejadas para nós. Yeshua não pôde fazer muitos milagres em Nazaré por causa da incredulidade das pessoas. (Mc 6.5) Nossa postura em emunah (fé, confiança) é necessária. Yacov fala disso quando diz que se precisarmos de sabedoria devemos pedir a D-us, mas com fé, em nada duvidando, pois o que duvida não deve supor que alcançará alguma coisa do Senhor.(cf Tg 1.5-7)

Os benei Israel estavam defronte à grande bênção, pela qual aguardavam desde Avrahan avinu. Foram retirados de Mizraim com grandes sinais e prodígios, andaram pelo deserto sob a proteção de HaShem, alimentados e guardados. Estavam às portas da terra prometida. Os espias voltaram com frutos da terra, a terra de fato mana leite e mel. Mas... a incredulidade tomou conta de dez espias, que se viram aos olhos dos cananeus como gafanhotos: “E ali vimos a gente forte, os filhos gigantes de gente forte; e nos consideramos a nossos olhos como gafanhotos, e assim éramos aos seus olhos.” (Nm 13.33)

Para onde olhamos? Aí está algo a se cuidar. Rav Shaul nos adverte: “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Yeshua...” (Hb 12.2) Kefa, ao andar sobre o mar, desviou seu olhar: “reparando, porém, na força do vento, teve medo, e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor”. (Mt 14.30) Os dez espias se impressionaram com a força dos moradores de Canaã, com sua estatura, suas cidades fortificadas; mas esqueceram-se rapidamente das grandes vitórias que o Eterno lhes dera ao sair da escravidão de Mizraim. Seu olhar se fixou nas impossibilidades, nas dificuldades, nas circunstâncias adversas.

Relembrar os milagres do passado nos fortalecem a fé. “Bendize, ó, minha alma ao Senhor, e não te esqueças e nem um só de seus benefícios”. (Sl 103.2) Quando trazemos à memória o que nos pode dar esperança (Lm 3.21) alimentamos nossa emunah. Cantamos em todo shacharit de shabat: Az iashir Moshe uvene Yisrael... Então cantaram Moisés e os filhos de Israel... louvando pelo grande livramento no Mar Vermelho. As chagim (festas) do Eterno são para nos lembrar também dos Seus feitos maravilhosos, e somos advertidos a contar às gerações mais novas os feitos de HaShem, “para que pusessem em

D-us a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de D-us, mas lhe observassem os mandamentos.” (Sl 78.7) A parashat vai terminar ensinando sobre o uso do tsitsit, que serve para lembrar de obedecer a HaShem.

Nossos pensamentos não são neutros. E é muito importante vigiar os pensamentos. Como nos ensina rav Shaul: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” (Fp 4.8) O que pensamos nos influencia. Se nossos pensamentos se voltarem à Palavra de HaShem, louvando-O e relembrando Seus feitos, então nossa emunah se fortalecerá e poderemos experimentar Seus milagres.

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